Aquicultura
O crescimento da população, a urbanização e o aumento da renda per capita fizeram com o consumo mundial de pescado mais do que triplicasse nos últimos quarenta anos, passando de 28 milhões de toneladas em 1961 para 96 milhões em 2001. A produção da aqüicultura terá um papel crucial nas próximas décadas na compensação da estagnante produção da pesca e da crescente demanda por produtos de organismos aquáticos. Assim como há três mil anos o homem passou de caçador de animais e coletor de vegetais a pastor e agricultor, hoje os pescadores estão aprendendo que também podem se tornar fazendeiros aquáticos de ambientes continentais e marinhos.
No Brasil, a aquicultura já está presente em todo o território nacional e sua produção atingiu a marca de 300.000 toneladas ao valor de R$ 1 bilhão em 2003. Com mais de 5 milhões de hectares de áreas alagadas em reservatório de hidrelétricas e uma costa de mais de 8.000 km, o Brasil está hoje, segundo a Organização das Nações Unidas Para Agricultura e Alimento – FAO/ONU como um dos países de maior potencial para o desenvolvimento desse setor e está como o quarto país de maior taxa de crescimento anual da aqüicultura. Uma análise comparativa do crescimento da aqüicultura e de outros setores brasileiros produtores de proteína, revelou uma taxa anual média entre 1990 e 2003 de 23,3 % para a aqüicultura, frente às taxas de crescimento do setor de aves (10%), bovinos (4%), suínos (7,9 %), soja (8,6%), milho (7,6%), trigo (13,4%) e arroz (3,4%). Em termos de valor a aqüicultura já representa 5% da produção animal nacional.
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